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Mercado Imobiliário - Como a gestão do síndico pode afetar o valor de venda ou locação de um imóvel

É primordial que o síndico, condômino ou externo, tenha competências específicas, tanto para ser capaz de gerir o condomínio quanto para lidar com os percalços que se apresentam ao longo de seu mandato

A atividade do síndico, seja externo ou condômino, é regida pelos termos do Código Civil. Segundo essa legislação, um dos principais deveres do síndico é diligenciar a conservação das partes comuns. A omissão a essas obrigações pode gerar uma série de consequências negativas.

 

Assim como qualquer empresa, os condomínios têm diversas obrigações fiscais e legais. Entre essas demandas estão a prestação de contas, a realização do seguro da edificação e a manutenção condominial, respeitando os quóruns estabelecidos, entre outras.

 

Uma das principais consequências da negligência é a possível desvalorização no valor de venda e locação das unidades. Isso porque, naturalmente, o cliente, diante da oferta de bens no mercado imobiliário, opta por edifícios mais bem conservados e bem administrados. A ausência da manutenção preventiva e dos cuidados constantes com relação à estrutura da edificação acarreta no desgaste prematuro do local e de seus equipamentos.

 

Além disso, pode representar riscos para os moradores e até mesmo para os pedestres, como, por exemplo, nos casos de descolamentos de acabamentos de fachadas. Os custos que serão demandados para a realização das reparações necessárias, em curto e longo prazos, acabam por elevar o valor da taxa de condomínio e, por consequência, desestimular os interessados pelo edifício.

 

Outro dever atribuído ao síndico pelo Código Civil, e que muitas vezes gera polêmicas e discussões, é cobrar dos condôminos inadimplentes as taxas em atraso. O acúmulo de inadimplência gera prejuízos para toda a comunidade e pode, ao longo do tempo, dificultar a venda e locação das unidades. Isso porque a falta de recursos impede a realização de melhorias na edificação, bem como a realização das obras necessárias para o bem comum.

 

A inadimplência por parte de alguns condôminos também é responsável pela elevação da taxa condominial, uma vez que os pagantes pontuais são chamados a cobrir o déficit gerado pelos que estão em atraso. Esse é mais um aspecto de como a gestão do síndico pode afetar o valor de venda ou locação de um imóvel. É fundamental que o síndico, nesse sentido, seja eficiente e imparcial na cobrança das taxas condominiais. Para isso, é primordial que o síndico, condômino ou externo, tenha competências específicas, tanto para ser capaz de gerir o condomínio quanto para lidar com os percalços que se apresentam ao longo de seu mandato.

 

Tendo em vista, portanto, os grandes desafios a serem enfrentados pelos síndicos, a CMI/Secovi-MG (Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais) tem direcionado esforços no sentido de capacitar esses profissionais. Essa iniciativa integra a busca por incentivar a associação à entidade de síndicos externos, em posse de CNPJ, que atuem na gestão condominial.

 

A mais recente proposta da CMI/Secovi-MG, nesse sentido, é a realização do "Café da Manhã com o Mercado Condominial", que teve, em novembro, a sua segunda edição. O evento abordou justamente o modo como a gestão do síndico influencia no valor de locação ou venda dos imóveis, em curto e longo prazos. Durante a programação, foram ministradas duas palestras. O advogado Fábio Barletta, especialista em direito condominial e autor do livro Gestão condominial eficiente, falou sobre o tema "Como a gestão do síndico pode afetar o valor de venda ou locação de um imóvel". Ele explicou aos participantes a importância de síndicos e administradoras de condomínios trabalharem em sintonia para que, juntos, façam uma gestão eficiente do bem imóvel.

 

Já a arquiteta Juliana Speziali, com mais de 15 anos de experiência e uma das responsáveis pela mais recente edição de manual de garantias de imóveis, lançado em 2013, discorreu sobre "Gerenciamento das manutenções preventivas nas edificações". Ela ressaltou a importância dessa atitude e destacou que a prevenção diminui as despesas e possibilita o planejamento orçamentário para o condomínio.

 

Texto escrito por Marcela Nery

Fonte: Jornal Estado de minas

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