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Reforma Trabalhista deve alavancar mercado imobiliário

28/02/2018

Novas regras flexibilizam jornada de trabalho e devem gerar mais emprego no setor


As perspectivas são positivas para a economia brasileira em 2018. O Indicador Antecedente Composto da Economia (IACE) para o Brasil voltou a subir em janeiro, com alta de 1,3%, alcançando 116,5 pontos. No mesmo período também ocorreu alta de 0,2% no Indicador Coincidente Composto da Economia (ICCE), que atingiu 102,8 pontos.


De acordo com analistas, apesar das incertezas ainda existentes em relação ao quadro fiscal, os índices, através de seus componentes de expectativas, apontam na direção da continuidade da recuperação.


Segundo o professor de Economia da IBE-FGV, Marcos Fontes, especialista em crédito imobiliário e construção civil, os reflexos positivos vão chegar ao mercado imobiliário, setor importante para a economia nacional, por movimentar e gerar empregos.


A redução dos juros e a liberação de crédito são pontos que favorecem o cenário para o setor. Além disso, a reforma trabalhista, que entrou em vigor em novembro passado, também promete impulsionar o segmento que favorecem a relação entre trabalhadores e empregadores.


A FIX Construtora é especialista em moradias populares na Grande Belo Horizonte com 17 empreendimentos entregues desde 2009. Os dados da empresa apontam que 90% das aquisições são realizadas mediante financiamento da Caixa Econômica Federal. Apenas 10% são compras diretas feitas pelo dono. "Isso comprova a importância da liberação das linhas de crédito para favorecer o segmento", explica Moura.


A professora doutora em Direito do Trabalho da IBE-FGV, Renata Orsi Bulgueroni, explicou que a construção civil poderá tomar fôlego com as mudanças jurídicas principalmente nas questões da contratação de temporários e intermitentes, já que grade parte dos gastos das construtoras é com a mão de obra.


Segundo o sócio-diretor da FIX Construtora, Alexandre Moura, os impactos da redução dos custos tende a chegar ao preço dos imóveis ao cliente final. "Se tomarmos como base as expectativas otimistas da economia, a redução da taxa de juros, liberação de crédito e a moradia mais acessível, teremos um cenário mais positivo para o setor", afirma.



Fonte: SEGS SP-Brasil
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