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Com domínios

"Acreditamos na conciliação, na oportunidade de esclarecer os fatos, no tratar com respeito mútuo e encontrar um acordo em que todos se sintam satisfeitos"

Quando pensamos em condomínios nos vem à mente uma ideia de edifícios enormes com moradores convivendo nem sempre em harmonia... É diferente quando pensamos na palavra condomínio assim: com domínios, compartilhando domínios, delimitando espaços, respeitando interseções. E eles estão se multiplicando a cada dia, como verdadeiras cidades dentro das grandes cidades.

 

Comunidades simples ou complexas, verticais ou horizontais, pequenos ou grandiosos, com inteligência artificial ou humana, com apps e portarias virtuais ou com porteiros e faxineiras, que se desdobram para manter seus empregos, com síndicos moradores ou com síndicos externos, que estão se qualificando e transformando essa atividade em profissão.

 

As grandes áreas de lazer são, muitas vezes, focos de discórdia, assim como espaços extremamente restritos, que colocam em jogo a soleira da janela, corredores e escadas e até a portaria como alvos de disputa. Assuntos - como barulho, a forma de estacionar o carro ou de usar a garagem e até mesmo o descarte do lixo e receber uma compra por delivery - tornam-se temas polêmicos quando se vive em comunidade.

 

O dia a dia dos condôminos parece simples, mas não é... Alguns litígios entre vizinhos acabam precisando de um juiz para resolver e, em alguns processos, acabam no Supremo Tribunal Federal. Recentemente, dois casos foram amplamente divulgados pela mídia, trazendo à tona o quão frágil é a relação entre os condôminos. Primeiro, foi a questão dos inadimplentes em relação às taxas terem permissão de frequentar e usar as áreas comuns de seus prédios. E a segunda decisão foi sobre a liberação de animais domésticos nos condomínios. Se analisarmos, estamos falando apenas de bom senso ou da falta dele na observância das regras de convivência em sociedade, em que o equilíbrio deveria imperar, assim como a observação das regras, combinados e legislação em vigor.

 

As leis vigentes pertinentes ao tema, assim como as convenções de condomínio, servem para organizar e delimitar a convivência social com o objetivo de deixá-las pacíficas e prazerosas. Mas precisamos ainda de mais; precisamos de inteligência emocional e de amadurecimento para convivência social. Precisamos respeitar e ser respeitados. Os conflitos oriundos das diferentes formas de entendimento das regras sempre vão existir. O que pode e deve mudar é a condução disso para alcançar uma solução satisfatória.

 

Acreditamos na conciliação, na oportunidade de esclarecer os fatos, no tratar com respeito mútuo e encontrar um acordo em que todos se sintam satisfeitos. Para isso, temos o Papre, um posto avançado de conciliação para tratar exclusivamente dos conflitos relativos ao mercado imobiliário. Em convênio com o TJMG e parceria com a Faculdade Arnaldo, a CMI/Secovi-MG disponibiliza um espaço próprio para atender às demandas do mercado imobiliário mineiro.

 

Os nossos conciliadores são estagiários do curso de direito, treinados e acompanhados por profissionais para atender e ajudar a buscar soluções nos conflitos nos condomínios, nos assuntos de locação, compra e venda de imóveis, incorporação e nos loteamentos. Os acordos firmados no Papre são títulos executivos extrajudiciais. As audiências são marcadas em média com 15 dias e muitos dos acordos já ocorrem antes mesmo da data prevista, quando do nosso convite ao comparecimento para a reunião.

 

A conciliação é uma opção célere, barata e eficaz em comparação com os longos processos da Justiça comum. No Papre, que funciona na Avenida Bernardo Monteiro, esquina com Avenida Brasil, não há necessidade de envolvimento de advogados. E, para os associados da CMI/Secovi-MG, os agendamentos podem ser feitos na própria entidade, gerando ainda mais conforto e agilidade. Para os demais interessados, as marcações devem ser feitas pessoalmente.

 

Desejamos que os que vivem em "Com Domínios" entendam a essência da palavra e consigam amadurecer a convivência com o outro. Que síndicos externos qualificados e preparados para a função possam direcionar a busca de solução de conflitos para a conciliação especializada. Queremos que a velha frase "vizinho é o parente mais próximo" seja verdadeira e permeada de um olhar mais humanizado nessa relação, que pode ser colaborativa, leve e respeitosa.



Fonte: Texto escrito pela Cássia Ximenes

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