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Novas regras agradam o mercado















O mercado imobiliário ganhará estímulo com a redução de até 0,5 ponto percentual na taxa das operações de crédito do SBPE


Representantes do mercado imobiliário de Belo Horizonte comemoram a redução dos juros do crédito imobiliário em até 0,5 ponto percentual para operações com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e o aumento do limite de cota para financiamento de imóveis usados de 70% para 80%, anunciados pela Caixa Econômica Federal na sexta-feira (24).


Com a decisão, a taxa mínima de juros passou de 9% ao ano para 8,75% para imóveis residenciais do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) de até R$ 800 mil em todo o País, exceto Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal, onde o limite é de R$ 950 mil. Já para os imóveis residenciais acima dos limites do SFH, enquadrados no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), a queda da taxa mínima foi de 10% para 9,5% ao ano.


Para a presidente da Câmara do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), Cássia Ximenes, a decisão chega em boa hora, quando o mercado aponta para um aquecimento como mostra pesquisa divulgada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic). O levantamento registrou aumento de 32,1% no número de transações habitacionais no Brasil durante o 2º trimestre de 2018, em relação ao mesmo período do ano passado, o equivalente a cerca de 30 mil unidades transacionadas, sendo que 50% desse total foram realizadas na região Sudeste do País.


Ximenes avalia que o anúncio da Caixa traz confiança e melhora as condições para o comprador da casa própria. "A Caixa está fazendo o dever de casa e proporcionando melhores oportunidades para que mais negócios possam ser realizados por meio do financiamento. Isso com certeza vai ampliar o número de pessoas em condições de financiar", afirmou.


Com um resultado de vendas 24,3% maior do que o semestre anterior e 32,5% superior ao mesmo semestre do ano passado, o diretor de vendas da Casa Mineira, Admar Cruz, ressalta que o mercado imobiliário de imóveis usados é muito sensível à disponibilidade de crédito e que as mudanças anunciadas pela Caixa Econômica terão impacto positivo.


"Os bancos privados já haviam reduzido a taxa duas vezes neste ano, o que refletiu no aumento da procura e venda de imóveis. Muitas pessoas não têm todo o valor do sinal disponível para dar a entrada no imóvel e com essa flexibilização, o valor mínimo de sinal diminui e aumenta o valor financiado. Além disso, os juros mais baixos reduzem as parcelas", explicou Cruz.


Preços mais atrativos - Segundo o diretor de vendas, a procura e realizações de vendas nos últimos meses têm aumentado na imobiliária da Capital, com destaque para apartamentos residenciais, que representam 87% do total de vendas. Essa demanda tem sido ocasionada principalmente pelos preços mais atrativos dos imóveis, devido à queda recente gerada pela crise econômica.


"Acreditamos que esse aquecimento deixa a retomada da valorização dos preços mais próxima. Classificamos que, no momento, ainda existem muitas oportunidades de compra com preços menores do que os negociados há dois anos", disse.


Fonte: Diário do Comércio - Texto escrito por Ana Carolina Dias

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