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Mercado Imobiliário - Inovação: tendência ou necessidade

Estamos vivenciando a era da inovação! Produtos, serviços, ideias e conhecimento passam por uma necessidade diária de transformação. É tudo tão rápido... O mundo parece ficar obsoleto a cada instante e todos os processos precisam ser revistos e readequados às novas demandas dos consumidores, a tempo e a hora, acompanhando as startups, que ganham cada vez mais espaço no mercado imobiliário, muitas vezes com mais coragem para enfrentar as velhas e ortodoxas práticas vigentes no nosso país, que nem sempre estão condizentes com os novos tempos.

 

Isso representa um processo disruptivo com o modus do passado. A Revolução Industrial na Inglaterra do século 18 deixou a certeza de que o mundo passaria por mudanças a cada 50 anos. Hoje, muitas transformações ocorrem a cada minuto.

 

Mas, afinal, o que é de fato inovação e o que é apenas uma releitura de velhas condutas simplesmente com uma roupagem mais moderna? Na dúvida, gosto sempre de recorrer ao velho e bom dicionário..., que já não é mais o mesmo! Até o dicionário foi impactado com a era disruptiva em que estamos vivendo: a Wikipédia hoje lidera, com informações interativas e dinâmicas, incluindo a ajuda de inteligência artificial, aprendendo a cada pesquisa solicitada.

 

Pois bem. De acordo com a Wikipédia, "inovação" significa criar algo novo. A palavra é derivada do termo latino innovatio e se refere a uma ideia, método ou objeto que é criado e que pouco se parece com padrões anteriores. Hoje, a palavra inovação é mais usada no contexto de ideias e invenções, assim como a exploração econômica relacionada, sendo que inovação é invenção que chega ao mercado.

 

Podemos ainda definir "inovação" como fazer mais com menos recursos, optando pela inserção da tecnologia como ferramenta auxiliar para gerar mais eficiência em processos produtivos, administrativos, financeiros ou na prestação de serviços, visando potencializar a competitividade. E, quando a "inovação" cria aumento de competitividade, pode ser considerada um fator fundamental no crescimento econômico da sociedade. Então, a inovação no setor imobiliário é, na verdade, um instrumento de sobrevivência no mercado!

 

É necessário incentivar o processo criativo e transformador, com o cuidado de que sua implantação ocorra de forma responsável. As inevitáveis rupturas com velhos processos, que já passaram a ser executados no "piloto automático", devem ter como premissa o impacto positivo na qualidade de vida dos nossos clientes e colaboradores.

 

Inovar no nosso setor deve ter o caráter valorativo, visando sempre mudar para melhor, e não o mudar para parecer diferente ou simplesmente atualizado. As inovações precisam ter o objetivo de consertar, corrigir, fazer melhor, adaptar a novas condições e exigências do nosso consumidor.

 

No nosso mercado imobiliário, a principal transformação está em abandonar o papel e permitir que a tecnologia ajude a trazer esse novo conceito para dentro das organizações, garantindo eficiência, segurança e agilidade nos processos operacionais. Gerar documentos que podem ser assinados e arquivados digitalmente sem a necessidade de imprimir.

 

O processo eletrônico pode ser mais ágil, mais barato, mais seguro e mais eficaz! Então, o desafio maior está na assimilação pelos gestores da substituição do papel pelos documentos digitais. Quanto à questão jurídica, a adaptação é inevitável. O Código Civil, no artigo 225, já trouxe a mudança na questão da autenticidade das assinaturas digitais: "As reproduções fotográficas, cinematográficas, os registros fonográficos e, em geral, quaisquer outras reproduções mecânicas ou eletrônicas de fatos ou de coisas fazem prova plena destes se a parte contra quem forem exibido, não lhes impugnar a exatidão".

 

Assim, o reconhecimento de um documento como verdadeiro passou a prestigiar o chamado princípio da verdade documental, que considera o documento como verdadeiro até que provem o contrário. Os clientes agradecem a desburocratização e celeridade dadas às negociações. O meio ambiente agradece a preservação da natureza!

 

Fonte: Jornal Estado de Minas -  Lugar Certo - Texto escrito por Cassia Ximenes

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