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Incômodo traiçoeiro


Vazamentos e infiltrações em prédios, além de prejuízos, podem causar acirramento de ânimos entre condôminos e síndicos. Bom senso é a melhor saída para resolver o problema

Problemas de infiltração e vazamento em prédios geralmente geram transtornos para condôminos e síndicos. Por isso, é preciso estar atento aos primeiros indícios de infiltrações, buscando identificar o foco o mais rápido possível. E, antes de falar em responsabilização, deve-se primeiro tentar identificar a origem do vazamento, porque tanto pode ser oriundo da tubulação da área comum quanto da área privativa.

 

Leonardo Mota, vice-presidente das Administradoras de Condomínios da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), conta que, aos primeiros sinais de vazamento, é preciso tentar estancar a saída de água. "O vazamento pode trazer inúmeras consequências aos apartamentos e, consequentemente, aos prédios, já que, de início, não sabemos a origem."

 

Problemas com encanamentos, normalmente, estão entre as principais reclamações e divergências em condomínios. "Vazamentos visíveis são fáceis de ser localizados, pois deixam manchas de mofo, descascamento da parede, soltam azulejos e deixam os locais mais escuros. Já os vazamentos internos, mais difíceis de ser encontrados, precisam ser identificados com maior urgência e, geralmente, são os que causam maiores prejuízos", comenta Wellington Novais, síndico profissional.

 

Pensar que a responsabilidade é sempre do condomínio não é a melhor saída para acabar com o conflito. "Se o vazamento tiver origem em canos na vertical, ou seja, nas colunas ou nas áreas comuns, a responsabilidade é do edifício. Se o problema estiver nos canos horizontais, chamados de ramais, deve ser resolvido pelo morador do apartamento. Se há um vazamento no teto do banheiro, em razão de problemas na rede horizontal, o responsável pelo reparo é o morador da unidade de cima, com todos os custos", aponta o síndico.

 

A rede vertical conduz água e esgoto por todos os andares. É de uso comum, portanto, de total responsabilidade do condomínio, inclusive obras realizadas nos apartamentos, em razão de problemas nessa rede. A rede horizontal comporta os canos que servem às unidades, recebendo água da rede vertical e conduzindo esgoto para a mesma rede. "Basicamente, há três motivos para o surgimento de infiltrações: vazamentos; falhas na impermeabilização da laje; e o lençol freático, que provoca a infiltração no poço do elevador", destaca Novais.

 

SÍNDICO

 

Quando há algum problema, o síndico deve ser um dos primeiros a ser comunicado, para que possa dar o encaminhamento adequado à situação. Quando o caso é entre unidades, depois da identificação da origem, o fundamental será o diálogo. O trabalho do síndico será sempre de mediação e orientação aos moradores. "É importante que as pessoas que moram em condomínios vivam em coletividade e estejam preparadas para várias situações. O respeito e o bom senso devem prevalecer", destaca Leonardo Mota.

 

Segundo o vice-presidente, se for constatado que o problema deve ser resolvido pelo prédio, a questão precisa ser tratada da forma mais ágil possível, além de informar aos moradores o que está ocorrendo. "É responsabilidade do síndico, em conjunto com a administradora, cuidar para efetuar os reparos necessários. Caso o valor ultrapasse a receita, é preciso convocar reunião com os moradores e agir de acordo com a legislação do condomínio."

 

ÁREAS COMUNS

 

Quando ocorre um vazamento no teto da garagem do condomínio, a agilidade também é imprescindível, já que a água pode danificar algum veículo ou causar algum outro transtorno. "Se o ponto estiver em área comum, áreas de lazer, salão de festas e outros, o condomínio tem de assumir a responsabilidade com o reparo dos danos", ressalta Leonardo Mota. Ele recomenda que, ao perceber alguma infiltração originada em área comum, o morador relate imediatamente ao síndico, o qual, por sua vez, precisa tomar as medidas cabíveis para resolver a questão.

 

Fonte: Jornal Estado de Minas | Texto escrito por José Alberto Rodrigues, estagiário sob a supervisão da subeditora Elizabeth Colares


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