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Preço do m² dos imóveis em BH sobe 2,3% no primeiro semestre de 2021

O mercado imobiliário de Belo Horizonte está aquecido. O preço do m² dos imóveis na capital mineira subiu 2,3% no primeiro semestre de 2021 e atualmente custa R$ 5.315, segundo uma pesquisa realizada pelo Imovelweb, um dos grandes portais imobiliários do país, divulgada nesta semana. Com base nesse valor, um imóvel padrão de 65m², com dois quartos e uma vaga de garagem, sai pelo preço de R$ 346 mil.

"Esse aumento de 2,3% no preço do m² já era esperado, mas ainda é pouco expressivo pelo que vem acontecendo. Desde o início da pandemia, a gente tem percebido uma alta demanda por reformas e o preço do material de construção, de marcenaria também aumentou, além da taxa de juros para o financiamento que ainda está boa, variando de 4,35% até 8,16% ao ano", avalia Arlene Gomes, consultora de gestão imobiliária.

Segundo a vice-presidente da Câmara do Mercado Imobiliário do Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), Flávia Vieira, esse aumento é natural e foi impulsionado por causa da queda na taxa juros dos bancos que financiam imóveis, do aumento do custo de construção e da busca por investimento seguros, devido a instabilidade da economia.

"É um processo natural e a gente vem de um momento complicado por causa da pandemia, onde a baixa taxa de juros barateou o crédito e provocou um aumento na demanda por imóveis financiados. E nos momentos de crise da economia, é normal que exista uma busca por investimento nessa área que é um ativo de baixo risco, que oferece segurança, além do aumento do custo de construção", diz.

No primeiro semestre de 2021, o Custo Unitário Básico de Construção (CUB/m²) do setor de construção civil em Belo Horizonte cresceu 12,39%, a maior alta em 26 anos. O índice mostra que a despesa com material continua pressionando o ramo tanto que, nesse período, esse gasto atingiu alta de 20,91%, conforme os dados divulgados pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG).

O estudo do Imovelweb ainda aponta que no período de um ano, o valor do m² em BH subiu 4,4% e os três bairros onde o m² ficou mais caro, no mesmo período, foram o Parque São José, na região Oeste, com R$ 4.380/m² (+ 21,6%), seguido pelo Santa Maria, também na Oeste, com R$ 4.367 (+18,6%) e o Copacabana, na Pampulha, R$ 4.072/m² (+18,9%).

Já os bairros onde o valor de venda mais desvalorizou foram o Conjunto Califórnia, na região Noroeste (-13,7%), Olaria no Barreiro (-11,8%) e Alto dos Pinheiros, também na Noroeste, com queda de 11,4%.

Busca por imóveis - A empresária Deborah Ribeiro, de 34 anos, está em busca de um imóvel para comprar no bairro Sagrada Família, na região Leste da capital e pretende concretizar o negócio até o fim do ano. "Moro de aluguel em um imóvel de três quartos e o meu apartamento próprio, no bairro Camargos, é pequeno e não me atende porque tenho três filho. Como ele está alugado, decidi colocá-lo à venda para comprar um no Sagrada Família de até R$ 350 mil. Tenho a impressão que os apartamentos agora estão mais baratos, pelo menos na região onde estou pesquisando, porque tenho achado boas opções. Não pretendo financiar, a ideia é colocar o meu imóvel  próprio na troca e pagar o restante à vista", conta.

O diretor comercial da Anuar Donato Consultoria Imobiliária, Breno Donato, que atua há mais de 20 anos no mercado de imóveis da capital, diz que as pessoas que pretendem comprar um imóvel, novo ou usado, devem fazer uma escolha rápida e ficar de olho na inflação. "Sugiro que as pessoas sejam mais rápidas na escolha, principalmente aquelas que irão usufruiu de um financiamento imobiliário, para conseguir uma taxa mais econômica, pois já está sendo divulgado por alguns bancos que a taxa de financiamento vai aumentar para 7,9% ao ano", orienta.


Fonte: O Tempo - Texto escrito por HELLEM MALTA | Foto: PEDRO SILVEIRA




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