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Mercado Imobiliário - Uso de energia solar é diferencial na venda e no aluguel de imóveis


Para fazer uso dessa modalidade de energia é necessário que sejam instalados sistemas de painéis fotovoltaicos no próprio imóvel ou em outro endereço do consumidor


No decorrer do ano, alterações nas bandeiras tarifárias são muito comuns, devido ao risco de queda de energia e à escassez de chuvas. Essa instabilidade é ainda mais impactante para grandes consumidores de energia, como condomínios residenciais e empresariais. Uma boa alternativa, nesses casos, é a geração de energia para consumo próprio, por meio da instalação de usinas fotovoltaicas. Trata-se de uma alternativa sustentável, que, a médio prazo, alivia o bolso dos consumidores e que se apresenta como diferencial para o mercado imobiliário no momento de venda ou de aluguel dos imóveis.

Entre a série de resoluções adotadas nos últimos anos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em incentivo ao uso de energia solar está a criação do Sistema de Compensação de Energia. Nesse modelo, os consumidores podem fornecer a energia excedente de seus painéis solares para obter créditos na conta de luz. Já que o equipamento gerador de energia funciona apenas sob a luz do sol, o Sistema de Compensação de Energia é muito vantajoso, ao evitar o desperdício da energia produzida. No fim do mês, portanto, além de produzir energia para consumo próprio, o imóvel repassa o excedente para a distribuidora, o que lhe proporciona o devido desconto na conta de energia.


 

Para fazer uso dessa modalidade de energia é necessário que sejam instalados sistemas de painéis fotovoltaicos no próprio imóvel ou em outro endereço do consumidor. Quando a instalação ocorrer no próprio imóvel, deverá ser feita por empresa especializada, que será a responsável por avaliar a estrutura elétrica da região e por observar questões estruturais e geográficas da unidade. Depois desse processo, é necessário adquirir um medidor bidimensional, que fará a ligação efetiva do sistema de painéis fotovoltaicos à rede elétrica da região.


 

A instalação dos painéis costumar demorar até 10 dias e o prazo entre o pedido de distribuição e a primeira fatura com custos reduzidos é de cerca de três meses. Fazendo os cálculos, conclui-se que, em geral, o retorno dos investimentos com a instalação dos painéis solares e com a compra do medidor bidimensional é obtido em um período de sete a 10 anos. Embora pareça um longo período, o investimento é válido, ao considerarmos que a vida útil dos aparelhos adquiridos é de quase 25 anos.


 

Não é necessário, entretanto, que a energia seja gerada no próprio imóvel do consumidor. A instalação dos painéis pode ser feita em qualquer endereço do consumidor, dentro da abrangência de atuação da companhia distribuidora - no caso, em Minas Gerais, a Cemig. A energia excedente devolvida para a rede será, da mesma forma, abatida na conta de energia dos imóveis do consumidor. O controle é feito pelo CPF ou CNPJ do titular da conta de energia.


 

Outra modalidade que existe no mercado é a participação de pessoas jurídicas em usinas de geração de energia. Essas usinas - ou fazendas solares, como têm sido chamadas - são construídas geralmente em regiões de maior eficácia na produção. Devido ao alto custo do investimento, o consumidor adquire, na usina, uma cota de participação proporcional ao seu consumo, juntamente a um grupo de consumidores que formam um consórcio.


 

Já existem no mercado várias empresas constituídas para essa finalidade. Nesse caso, o consumidor realiza um contrato para geração e utilização da energia gerada por período e valores previamente definidos. O benefício pode ser compensador, ao se produzir economia significativa dentro do prazo contratado.


 

O investimento em painéis fotovoltaicos pode ser pensado também na fase de comercialização dos imóveis, já que o uso da energia solar é um diferencial que agrega valor aos produtos por conta da eficiência energética e do desenvolvimento sustentável. A alternativa ainda é válida para condomínios já ocupados. Nesse caso, a proposta pode ser feita pelos síndicos, em assembleias gerais. Nessas circunstâncias, indica-se o uso da energia solar para suprir demandas das áreas comuns do edifício.


 

Em tempos de preocupação com o meio ambiente, adaptações como a instalação de usinas fotovoltaicas, são tendências cada vez mais em voga. No caso da energia solar, a economia proporcionada e o diferencial para o mercado são outros atrativos que devem ser levados em consideração.

 

Texto escrito por: Leonardo Mota | Estado de Minas - Lugar Certo

Publicação:06/01/2019 04:00

Contato: leonardo@pactonet.com.br


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