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Mercado imobiliário - Vamos fazer nossa parte!


















"Se fizermos a nossa parte, cumprindo com as nossas obrigações e deveres, teremos mais força para exigir o mesmo dos nossos representantes"


O ano começou com tantos acontecimentos tristes, que nos perdemos em meio à lama das notícias que atordoam nossos corações e mentes. Tantos planos para 2019 e já vamos terminando o primeiro bimestre sem nos dar conta de que precisamos focar no positivo e fazer nossa parte para evitar que novas tragédias atravessem nossas vidas ou levem outras tantas...

 

Aliás, segundo o filósofo Mario Sergio Cortella, a palavra "tragédia" sequer é adequada para tratar de fatos que poderiam ter sido evitados, diferentemente de um tufão, um terremoto ou maremoto. "'Tragédia' é tudo aquilo que está fora de qualquer controle humano, isto é, o que não conseguimos impedir; só aceitar resignadamente (...). O inevitável é trágico; o evitável é dramático", disse, em artigo datado de 10 de março de 2007. Portanto, não queremos nem podemos mais aceitar nenhum drama! Vamos agir!

 

Qual a nossa responsabilidade nesta desordem atual? Como podemos ajudar a resolver tantas questões? Até que ponto temos terceirizado o dever de cobrar das autoridades maior austeridade nas normas de segurança e nas fiscalizações para evitar tantas catástrofes?

 

Acredito que temos que ser cada vez mais participativos e atuantes, fiscalizando e cobrando ações do Poder Público. Se fizermos a nossa parte, cumprindo com as nossas obrigações e deveres, teremos mais força para exigir o mesmo dos nossos representantes. Daí a importância de nos organizarmos em entidades de classe, associações, ONGs, para, juntos, construirmos uma sociedade mais ética, que respeite principalmente a vida e o meio ambiente.

 

Já não podemos simplesmente acreditar naqueles que têm a responsabilidade de fiscalizar, porque muitos têm se mostrado negligentes. Somos nós que temos que agir para evitar que se rompam novas barragens ou que caiam pontes ou que as chuvas não tenham vazão, transbordando e destruindo nossas cidades, ceifando vidas por meio das enxurradas, dos desmoronamentos, incêndios criminosos e da cruel violência urbana. A preciosa vida humana está sempre por um fio... seja por terra, água, fogo seja pelo ar!

 

No entanto, a união sempre faz a força e pode ser transformadora. A CMI/Secovi-MG conta com o apoio de seus associados e representados para discutir as políticas públicas que impactam nosso setor. Podemos e devemos desenvolver e defender propostas junto aos órgãos competentes, assim como ações individuais.

 

É papel do sindicato representar seus filiados junto aos poderes públicos, tanto nos níveis municipais quanto nos estaduais e federal. Por isso, fazemos questão de lutar para manter as cadeiras com direito a voto nas comissões e conselhos de que participamos e buscar espaço em outros que, porventura, vierem a ser criados. Também é nossa responsabilidade criar condições para melhorar a performance das empresas, oferecendo convênios, ferramentas e capacitação para as equipes e também levando informação e consciência coletiva, como a importância da implantação de programas de compliance.

 

Estes devem visar o cumprimento de normas, como a Resolução do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci) 1.336/2014, que obriga as empresas do setor imobiliário, tais como construtoras, incorporadoras, imobiliárias, loteadoras, leiloeiras de imóveis, administradoras de bens imóveis e cooperativas habitacionais, a comunicar ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) quaisquer operações consideradas suspeitas. O objetivo é aumentar a fiscalização de transações imobiliárias, visando o combate à corrupção e à lavagem de dinheiro.

 

Que prevaleça a ética na luta incansável pela preservação da vida e pela dignidade de cada cidadão. Que cada setor exerça seu papel de unir as pessoas em prol do bem comum. Que tudo o que vivenciamos e assistimos neste início de ano não fique só na perplexidade. Que isso nos inspire a pensar, agir, cooperar, fiscalizar e cobrar em ações individuais ou coletivas, com o apoio de nossas entidades de classe. Vamos fazer nossa parte para ajudar a evitar novos e evitáveis dramas de qualquer natureza. Juntos somos muito mais fortes e capazes de fazer a diferença.



Fonte: Estado de Minas Online ( Lugar Certo )

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