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Preços de moradias na capital fecham ano com leve queda, mas segmento está otimista para 2020

O ano de 2019 marcou o início definitivo de um novo ciclo do mercado imobiliário. A afirmação é de Eduardo Zilberstein, coordenador do Índice FipeZap, desenvolvido em parceria pela Fipe e pelo Grupo ZAP.

Embora a variação no preço médio de venda de imóveis residenciais em Belo Horizonte tenha ficado negativa de janeiro a dezembro do ano passado (-0,74%), no acumulado em 12 meses (-0,74%) e em dezembro (-0,04%), conforme o índice, a tendência é de que esse cenário se torne mais positivo nos próximos anos.

"Em 2019, foram colocadas as condições para que a retomada do setor seja mais forte", destaca o coordenador do Índice FipeZap. Nesse cenário, ele menciona, como exemplo, "os juros extremamente baixos, inclusive os do financiamento imobiliário, o mercado de trabalho, que tem mostrado alguma recuperação, e a demografia, que ainda joga a favor", afirma.

O coordenador do Índice FipeZap ressalta, também, que tudo o que se viu durante o período de crise, como o desemprego em alta, a confiança em baixa e o crédito complicado, ficou para trás.

Preços - Embora as coisas estejam se transformando, Eduardo Zilberstein destaca que é natural que ainda leve um tempo para que esse quadro mais positivo chegue até os preços dos imóveis.

"Apesar de isso ainda não ter se materializado em um movimento mais expressivo dos preços, todas as condições estão colocadas para que os próximos anos sejam aquecidos, e isso vai se refletir nos valores", avalia.

De acordo com o coordenador do Índice FipeZap, boa parte das cidades brasileiras já deve começar a ver o movimento nos preços neste ano, inclusive Belo Horizonte, que dá sinais de que vai começar a acelerar em 2020.

Além disso, lembra ele, há também um aumento da liquidez no mercado. Atualmente, diz Eduardo Zilberstein, já se consegue vender os imóveis mais rapidamente, pois os compradores voltaram.

Bairros - O Índice FipeZap também destacou quais eram, em dezembro, os bairros mais valorizados na capital mineira em relação aos imóveis residenciais.

Em primeiro lugar, ficou a Savassi (R$ 11.983/m²). O bairro, localizado na região Centro-Sul, é seguido por outros quatro da mesma região: Funcionários (R$ 10.907/m²), Lourdes (R$ 10.024/m²), Boa Viagem (R$ 9.975/m²) e Santo Agostinho (R$ 9.503/m²). A média de preços em Belo Horizonte foi de R$ 6.519/m².

Fonte: Diário do Comércio





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