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Cenário positivo para a compra de imóveis

A queda consecutiva na taxa básica de juros (Selic), que está no patamar mais baixo da história (4,25% ao ano), tem apontado para um cenário positivo no mercado imobiliário.

No ano passado, o financiamento de imóveis bateu recorde, motivado principalmente por essa redução significativa da Selic. Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), os financiamentos imobiliários cresceram 37,1% em 2019 em relação a 2018, somando R$ 78,7 bilhões.

As vendas de imóveis novos cresceram 9,4% - descontando imóveis distratados ? na comparação com 2018, segundo a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), especialmente em função da facilidade no acesso ao crédito.

Se 2019 já foi um ano positivo para o mercado imobiliário, a tendência é que este ano seja ainda melhor. Com a taxa de juros mais baixa e os preços nos últimos três anos apresentando estabilidade, a expectativa é de aumento na procura pela compra.

Atrelada a isso, a lei da oferta e da procura segue regendo o setor: com uma demanda maior, há a possibilidade de os imóveis se valorizarem progressivamente nos próximos anos.

As perspectivas positivas não são mera especulação. O estudo House Price Index (HPI), da "The Economist" em parceria com a OCDE, mostra que, nos últimos três anos, os preços dos imóveis estão praticamente estáveis no Brasil.

Outro dado importante é que, de janeiro a novembro de 2019, houve uma queda de 0,11% no valor dos imóveis, enquanto a inflação no período foi de 3,97%. Então, em termos reais, o preço caiu 4,08%.

Além disso, há três anos, a taxa para financiamento imobiliário chegava a 10% ao ano e, atualmente, gira em torno de 7%, o que representa uma queda de aproximadamente 30%. Esta é uma redução considerável, que impacta positivamente as parcelas para a aquisição do sonho da casa própria.

Os bancos também têm ofertado opções vantajosas de crédito imobiliário. A Caixa ainda possui o maior share de mercado, mas há diversos outros players, como o Santander, que tem proposta agressiva no financiamento habitacional.

Recentemente, a instituição financeira anunciou a ampliação do limite para 90% do valor, que antes era de 80%. Podemos citar também o Bradesco, o Itaú e o Inter, que têm se especializado no segmento. Novas modalidades de crédito imobiliário, com correção pelo IPCA, também impulsionam o financiamento.

Mais que a retomada do segmento imobiliário, esses indicativos representam a possibilidade de uma redução no déficit habitacional no país, que chegou a 7,8 milhões de moradias em 2019.

O início de uma nova década sinaliza o aumento nas vendas e, consequentemente, nos lançamentos de imóveis. O momento é de oportunidade para a aquisição da casa própria: a somatória de queda dos juros, inflação baixa e melhora nos índices de emprego representa o cenário ideal para isso.

Fonte: O Tempo | Artigo escrito por Daniel Katz - Vice-presidente da área das incorporadoras da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais

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