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Segundo semestre registra recuperação do setor imobiliário em Belo Horizonte


O Instituto Data Secovi, da CMI/Secovi-MG (Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais), divulgou os resultados do mercado imobiliário no ano passado. Segundo o levantamento, em 2020, houve queda de 6,5% na quantidade de imóveis comercializados na comparação com 2019: 20.992 contra 19.718 unidades. No entanto, apesar dos reflexos negativos da pandemia de Covid-19 em diversos setores, o segundo semestre foi marcado pela recuperação do setor, que cresceu 9% em relação ao mesmo período de 2019 e superou em 52% a quantidade de imóveis vendidos no primeiro semestre de 2020.

Conforme explica Leonardo Matos, diretor da CMI/Secovi-MG e responsável pelo Instituto Data Secovi, o resultado geral do ano passado foi negativo em função da queda acentuada no primeiro semestre, principalmente no início da pandemia. "Em março, abril, maio e junho, as quedas nas vendas de imóveis foram superiores a 25%, com destaque para abril e maio, que apresentaram retração de mais de 50%", pontua.

Ao analisar os tipos imobiliários, classificados por não residencial, residencial e territorial, os segmentos não residencial (imóveis destinados a fins comerciais, como salas e lojas) e territorial (lotes) tiveram queda acentuada no ano passado: -33,8% e -38,3%, respectivamente.

O levantamento aponta que a queda apresentada pelo residencial "composto por casas, apartamentos e barracões" foi bem menor que a média geral: -1,8%. Considerando apenas o segmento de apartamento residencial, que, em 2020, representou 73,7% dos imóveis comercializados, houve crescimento de 0,6% em relação a 2019. Além disso, o market share desse tipo imobiliário foi maior no ano passado, crescendo 7,1% na comparação com o ano anterior. "O apartamento residencial ganhou maior representatividade entre os imóveis comercializados em 2020, muito em função da pandemia, que ressignificou as relações entre o morador e sua casa. Esse dado mostra um movimento das pessoas em busca de uma moradia que resolva as questões percebidas durante o isolamento social, como espaço para home office e lazer em casa, por exemplo", declara Matos.

Na avaliação dele, outros fatores também impulsionaram o segmento residencial, como a baixa taxa de juros "menor patamar da história", que fez com que o financiamento imobiliário batesse recorde no país, com destaque para Minas Gerais. Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o estado apresentou crescimento de 79% no crédito imobiliário com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). "Vale também destacar o movimento de investidores, que passaram a adquirir imóveis para atuar no mercado de locação, uma vez que a rentabilidade do aluguel supera, e muito, aplicações financeiras conservadoras, como o CDI", analisa.

Valor médio do imóvel comercializado

O valor médio do imóvel comercializado no ano passado subiu 1,3% comparado a 2019 (R$ 485.309,39 contra R$ 491.902,37), enquanto o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) chegou a 4,52% em 2020. "Como a pesquisa do Instituto Data Secovi leva em consideração somente imóveis prontos, o valor ficou abaixo da inflação. No entanto, em relação aos empreendimentos em construção ou lançamentos, a correção foi maior, muito em função das altas dos preços das commodities. A tendência para este ano é de aumento nos valores dos imóveis usados, que serão corrigidos para acompanhar as altas dos valores de empreendimentos lançados e em obras", acrescenta Matos.


Fonte: Redação Radar Imobiliário





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