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Segurança nos condomínios

Uma das obrigações do síndico é zelar pela segurança dos condôminos. A ousadia dos bandidos está cada vez maior. Recentemente, na cidade do Rio de Janeiro, ladrões disfarçados de policiais federais, alegando participar da Operação da Lava-Jato, adentraram ao prédio e assaltaram os moradores, levando cerca de R$ 100 mil. Também foi veiculada notícia de que o crime organizado, por meio de carta, estava cobrando taxa de segurança do condomínio para não ser "perturbado". Pela nossa Constituição Federal, a segurança é dever do Estado e, para tanto, nossos pesados impostos deveriam ser suficientes para que a segurança fosse uma realidade. No entanto, pela experiência cotidiana, percebemos que os governantes não conseguem resolver esse problema social tão grave, que afeta milhões de brasileiros. Se o Estado não consegue garantir a segurança, os condomínios têm que se acautelar e prevenir para não reforçar os números das ocorrências policiais. Os trabalhos feitos pela CMI/Secovi-MG, pelas administradoras de condomínio e pelos síndicos mais precavidos, proporcionando treinamento e capacitação de porteiros e funcionários, têm sido uma solução para a desídia do Estado.Sabemos que a inovação tecnológica em equipamentos de segurança e monitoramento, como os circuitos internos de câmeras de acesso, além de vários alarmes e cercas, têm intimidado a ação de bandidos. Entretanto, a ousadia e inteligência do crime organizado parecem não ter fim.


Para fazer frente à criminalidade, o treinamento dos funcionários passa a ser fundamental como medida de prevenção e deve ser priorizado. Para que se possa melhor ilustrar o modus operandi dos bandidos, exemplificarei os disfarces e as artimanhas mais usados pelos meliantes para entrar nos condomínios e os argumentos mais utilizados para terem acesso:


1) Falso policial, como ocorrido no Rio: homens chegam trajados com roupas da polícia e exigem entrar no condomínio, às vezes com carros adesivados que imitam os da polícia.


2) Agente de fiscalização da dengue: geralmente, dois ou mais homens com coletes e uma maleta dizem que são funcionários da prefeitura ou terceirizados.


3) Funcionário de concessionárias, dos Correios, telefonia etc: alegam ter de fazer reparos dentro de algumas unidades ou, no caso do carteiro, ter de entregar em mãos a correspondência.


4) Oficial de justiça ou advogado: procuram forçar a entrada no condomínio sem se identificar ou apresentando documentos e identidades falsos.


5) Autorizado pelo telefone: bandido se passando por morador autoriza a entrada de um terceiro pelo telefone.


6) Carro clonado do morador: usam carro clonado igual ao de um morador para entrar no condomínio; colocam o carro em frente ao portão e, por supor conhecer o carro, o porteiro abre a garagem.


7) Entregador de encomendas, como flores, fast food, pizzas, cestas de café da manhã e outros: chama o condômino ou um empregado para receber e o rende assim que a porta é aberta ou até mesmo diz que vai subir em determinada unidade para entregar a encomenda.


8) Entram com carro na garagem: param o carro na frente do portão e começam a buzinar como se fossem moradores.


9) O atrevido, cara de pau e enganador: aproveita-se da entrada de uma pessoa no prédio para entrar conjuntamente no portão aberto dos pedestres; para não despertar suspeitas, diz alguma coisa para a pessoa que está entrando, parecendo ao porteiro que ambos se conhecem.


10) O bem-vestido: homem de terno ou mulher com vestido elegante entra a pé pela garagem quando um morador chega com seu carro ou simplesmente pede para abrir a porta pela entrada de pedestres. O porteiro não desconfia de nada, porque o homem ou a mulher está muito bem vestido; na sequência, ocorre a ordem de rendição pelo invasor, que obriga porteiro ou morador a abrir o portão para os seus comparsas.


11) Falsa grávida: mulher se passando por grávida finge passar mal; companheiro pede para usar o telefone da portaria para ligar para o médico e, em seguida, fazem a rendição.


12) Menino assaltado: menino pede para usar o telefone para ligar para o pai.Fiz aqui menção a alguns dos vários disfarces e malícias usados pelos assaltantes para ter acesso ao prédio do condomínio. A lista parece não ter fim, pois, a cada dia, aparece uma "novidade". É evidente que, a cada tentativa da prática de crime, deve haver alguém bem preparado para responder e agir adequadamente em cada situação. Somente um profissional bem treinado poderá evitar que assaltos ocorram. Portanto, antes que o mal ocorra, a melhor atitude é ter cautela e prevenção. Para tanto, estão disponíveis entidades como a CMI/Secovi-MG, que representa a classe condominial e seus associados, evitando que moradores, condôminos, funcionários e visitantes sejam vítimas das artimanhas dos bandidos e da violência que tanto assola o sofrido povo brasileiro.


Fonte: Jornal Estado de Minas, caderno Lugar Certo - Escrito por Maurício Barroso, Diretor das Administradoras de Condomínios da CMI/Secovi-MG, advogado e sócio do escritório Barroso Advogados Associados
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