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Segmentos de luxo mantém bons resultados na RMBH














Entre as regiões que concentram grande parte dos empreendimentos de luxo está o Vale do Sereno, em Nova Lima/ CRÉDITO:ALISSON J. SILVA


Enquanto o setor da construção civil em Minas Gerais ainda tenta se recuperar da crise, o mercado imobiliário de luxo funciona como um importante contrapeso, mantendo números positivos em plena crise econômica. Com imóveis localizados principalmente na região Centro-Sul da Capital e no seu limite com Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), o setor não tem grande representatividade nos portfólios das imobiliárias, variando de 10% a 20%. Por outro lado, a importância deles para as empresas fica clara no faturamento: esses mesmos imóveis chegam a representar entre 50% e 60% da receita das imobiliárias.


De acordo com a vice-presidente das Administradoras de Imóveis da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), Flávia Vieira, Belo Horizonte e região metropolitana têm um mercado consolidado de imóveis de alto padrão. Ela explica que esse é um segmento que terá sempre números mais baixos em relação a número de unidades e de lançamentos, mas, por outro lado, o alto valor dos imóveis faz com que esse segmento tenha uma importância relevante no faturamento do setor imobiliário.


Segundo ela, considerando a ofertas de imóveis de diferentes padrões para alugar em Belo Horizonte, o segmento de luxo e superluxo deve representar cerca de 5%. Por outro lado, se a análise for feita por região esse número muda drasticamente. "Se avaliarmos os imóveis para aluguel no Vila da Serra, por exemplo, a representatividade de imóveis de alto padrão vai chegar próxima de 100%. Afinal, esse foi um bairro construído para esse público", afirma.


Já o levantamento do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon/MG) mostra que cerca de 10% das unidades vendidas no acumulado de 2018 até maio são de luxo ou superluxo. Ao todo foram 1.120 unidades vendidas, sendo 89 de luxo (custam entre R$ 1 milhão a R$ 2 milhões) e 22 de superluxo (custam acima de R$ 2 milhões).


Flávia Vieira explica que a localização do imóvel é uma das características determinantes para considerar seu padrão. Segundo ela, a região Centro-Sul de Belo Horizonte e o bairro Vila da Serra, em Nova Lima, são os grandes concentradores desse tipo de empreendimento. Ela destaca que, até há pouco tempo, o tamanho do imóvel também era uma característica básica, sendo que quanto maior, mais luxuoso. Mas ela chama a atenção para o fato de que a mudança do perfil do consumidor tornou essa regra mais flexível.


"Hoje é possível encontrar apartamentos de dois quartos de luxo. São imóveis com suítes com dois chuveiros, área de lazer completa, lounge, espaço gourmet, academia. Pode até não ser grande, mas é sofisticado", afirma. De acordo com a vice-presidente, o mercado de imóveis de luxo tem um comportamento um pouco diferenciado entre aqueles que são para alugar e os que são para comprar. Os disponíveis para venda costumam ser mais "blindados à crise", tendo em vista que o público tem poder aquisitivo para a compra, independente de crédito.


O mercado de imóveis de aluguel, por outro lado, sofre mais, tendo em vista que está associado à movimentação de grandes executivos nas cidades. "Quem aluga imóvel de luxo normalmente são executivos que foram transferidos de cidade ou que vão ficar pouco tempo na Capital. Quando a economia sofre, as atividades das empresas também sofrem e esse tipo de movimentação diminui", explica.


Imóveis de alto padrão respondem por boa parte da receita


Gargalo - O diretor da Prolar Netimóveis, Vinícius Araújo, afirma que, embora a crise econômica afete menos o setor de luxo por uma questão óbvia de poder aquisitivo dos consumidores, esse cenário atrapalha o segmento de crescer. "Esse é um momento em que a classe média sofre mais, mas o setor de alto padrão continua movimentado. Por outro lado, a crise impede que avancemos: só com a economia girando é que teremos ascensão social. E isso é importante para nós: queremos que o comprador de médio padrão se torne de alto padrão", explica.


Com sede no bairro Serra, na região Centro-Sul da Capital, a Prolar tem um portfólio com 10% de imóveis de luxo e superluxo. De acordo com Araújo, esses imóveis representam cerca de 50% do faturamento da imobiliária. A Prolar oferece imóveis para aluguel e venda, que variam de 180 metros quadrados a 600 metros quadrados e custam entre R$ 2 milhões e R$ 10 milhões. Além da localização privilegiada, eles têm acabamento de primeira com grande uso de mármore e porcelanato, além de área de lazer completa.

Fonte: Diário do Comércio - Texto escrito por Thaíne Belissa

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