O mercado imobiliário de Belo Horizonte encerrou o primeiro semestre de 2026 com 12.099 imóveis comercializados, somando imóveis residenciais, pontos comerciais e lotes. O resultado representa uma retração de 6,7% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram registradas 12.970 vendas. Os números são do Data Secovi, instituto de pesquisas da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato da Habitação de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG).
O segmento residencial seguiu como o principal motor das negociações na capital, responsável por cerca de 90% das transações entre janeiro e junho. A maior fatia pertenceu aos apartamentos, com 9.485 unidades vendidas no período, uma queda de 7,1% frente às 10.206 comercializadas no primeiro semestre do ano anterior.
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Desempenho por segmento
As vendas variaram conforme o perfil do imóvel, com crescimento em alguns segmentos e reduções acentuadas em outros. Veja:
Em alta: os segmentos Super Luxo e Econômico Faixa 4 registraram crescimento conjunto de 4,8% nas vendas. Já o padrão Standard teve alta de 2,4%.
Em queda: as retrações mais acentuadas ocorreram nos padrões Luxo (-33,2%), Alto (-25,9%), Médio (-19,3%) e Econômico (-7,9%).
O recorte histórico do Data Secovi mostra a força dos imóveis de menor valor. Entre 2022 e 2026, o padrão Econômico, inclusive a Faixa 4, concentrou 62,4% de todas as unidades comercializadas na cidade. Por outro lado, os padrões Luxo e Super Luxo representaram, somados, apenas 2,5% das vendas no mesmo intervalo.
Nos seis primeiros meses de 2026, as Faixas 2 e 3 do padrão Econômico corresponderam a 36,6% das negociações, seguidas pela Faixa 4, com 22,5%. As faixas Luxo e Super Luxo somaram 2,4% das unidades vendidas.
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Valorização do metro quadrado
Mesmo com o menor volume de apartamentos vendidos, o preço médio do metro quadrado (m²) privativo na capital valorizou 1,5%, e subiu de R$ 14.356 no primeiro semestre de 2025 para R$ 14.574 nos seis primeiros meses de 2026.
No segmento Super Luxo, o valor médio alcançou R$ 19.195,14/m². Para evitar distorções no cálculo da média geral da cidade, o levantamento desconsiderou vendas pontuais de imóveis acima de R$ 10 milhões.
Os maiores e menores valores por m² privativo de BH concentraram-se nos seguintes bairros:
Mais valorizados (acima de R$ 21 mil/m²): Lourdes, São José e Gutierrez.
Mais acessíveis (abaixo de R$ 3.150/m²): Pilar, Madre Gertrudes e Olaria.
Bairros com maior volume financeiro
Em termos de Valor Geral de Vendas (VGV), os bairros Buritis, Lourdes e Savassi lideraram a movimentação financeira do mercado imobiliário de Belo Horizonte. Juntos, os três bairros movimentaram cerca de R$ 1,11 bilhão em VGV no primeiro semestre de 2026, o que equivale a 9% do total da capital mineira.
Fonte: https://www.otempo.com.br/economia/2026/9/1/vendas-de-imoveis-recuam-6-7-em-belo-horizonte-no-primeiro-semestre-de-2026-aponta-data-secovi